DANIEL DE CASTRO REBELO

Cadeira Nº 11

 

Patronesse
ENI COIMBRA

 

Eni Coimbra teve participação relevante na área da educação, mas teve seu brilho maior atuando na saúde, pois como enfermeira, presenciou e muito se comoveu com o sofrimento das pessoas, principalmente mulheres, isto a induziu a se preparar para se tornar a primeira presidente da Associação de combate ao câncer em nossa região, tendo como madrinha, e assídua colaboradora, nada mais nada menos que a Senhora Carmem Prudente, que juntas, formaram uma dupla de peso conta esse mal que assola a humanidade. Esta dupla dinâmica, promovia jantares beneficentes para angariar fundos, entre empresas e instituições em geral. Nessas reuniões, ministravam palestras para alertar e informar às pessoas como prevenir e combater essa desconcertante doença. Muitas pessoas, tendo em sua maioria mulheres, hoje vivem com saúde, graças à sensibilidade de Eni Coimbra, pois ela sempre acreditou que o melhor remédio ainda é a informação.

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DINAMARA OSSES

Cadeira Nº 

 

Patrono
JOÃO AMÉRICO DA SILVA

 

Das várias guerras que a humanidade tem conhecimento a II Guerra Mundial foi a que mais impactou diretamente os brasileiros. Em agosto de 1942 o Brasil teve uma participação efetiva quando enviou para os campos de batalha uma força militar conhecida como Força Expedicionária Brasileira. Aliados aos Estados Unidos, Inglaterra e União Soviética, os Pracinhas, como eram chamados os soldados Brasileiros, foram enviados para a Itália para combater os países do Eixo; Alemanha, Itália e Japão. Foram mais de vinte e cinco mil homens, cento e trinta e sete Jacareienses, entre eles João Américo da Silva.

Terceiro filho do casal, José Benedito da Silva e Benedicta Américo da Silva, João Américo tinha quatro irmãos. Nasceu em 27 de dezembro de 1917 em Jacareí e aos vinte e sete anos de idade, como ainda estava solteiro, foi convocado para a Guerra. De início, tal qual os outros Pracinhas, João Américo foi encaminhado para o quartel de Caçapava a fim de receber treinamento militar. Durante aquele período, a mãe recebeu notícias do filho através de cartas escritas por ele mesmo. Nela o soldado dizia estar preso, mesmo assim não houve impedimento para que o nosso Pracinha fosse enviado para o Rio de Janeiro até a Vila Militar. Baseado no relato de outros Pracinhas, João Américo provavelmente foi transportado de trem ferroviário até o cais do Porto para embarcar no navio da Marinha que seguiu rumo à Itália. Em meados de setembro de 1944 a Força Expedicionária Brasileira entrou em combate ao norte da cidade de Lucca. As primeiras vitórias dos soldados ocorreram já em setembro. Devido ao sucesso da campanha, no final de novembro a FEB foi incumbida de sozinha tomar o complexo formado pelos Montes Castello, Belvedere e seus arredores. O frio de menos vinte graus, tomou conta não só do corpo, mas da alma do nosso soldado Jacareiense. No dia 24 e 25 de novembro acontece a primeira ofensiva, mas a Infantaria Alemã foi violenta. Quatro dias depois, às 7 horas da manhã, tem início a segunda ofensiva brasileira, mas eles também não obtiveram êxito. No dia 29 de novembro morre em combate o nosso Pracinha. Segundo informações passadas aos familiares, João Américo da Silva foi atingido por tiros dos soldados alemães, caiu de joelhos, e ainda assim continuou sendo alvejado.

O corpo de João Américo da Silva foi encontrado após três meses congelado em Monte Castelo e resgatado. Atualmente suas cinzas estão no Monumento Nacional dos Mortos da Segunda Guerra Mundial no Rio de Janeiro, junto com os outros soldados que não conseguiram voltar para casa. A mãe soube da morte do filho através de uma carta. Benedicta sempre dizia que nunca se esqueceu de uma fala de João Américo, quando ele ainda era uma criança; “Eu vou para a guerra e sei que não vou voltar. E a rua que se chama Liberdade ficará com meu nome.” Até hoje a família do Pracinha Jacareiense vive na casa onde nasceu e partiu o nosso herói de Monte Castelo; Rua João Américo da Silva nº 208, antiga Rua Liberdade.


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HELENITA SCHERMA

Cadeira Nº 7

 

Patrono
VERANO CÂMARA

  

Nasceu em Jacareí, no dia 23 de fevereiro de 1904, filho do casal Claudino Antonio Câmara e Ana Maria Rosa. Casou-se com Maria José Câmara e têve dois filhos: Walkíria e Waldir.

 A música foi um traço da família Câmara.

Claudino Câmara, seu pai, já tocava flauta, nas salas de cinema mudo, juntamente com o trombone de Vicente Scherma e  o violino de Licínio Maria.

Surge, então, o filho, Verano. Membro de uma família simples, trabalhava numa fábrica de meias para prover o seu sustento, mas sempre dedicado ao estudo da música, tornando-se professor dessa matéria e chefe de uma orquestra.

 

Sua vida foi dedicada à exercer e ensinar a música, incentivando seus alunos a estudá-la com amor e seriedade.

 

Verano Câmara se destacou em nossa cidade através dela, sendo a flauta e  o violino os seus instrumentos preferidos.

 

Estudou Canto Orfeônico e Violino no Conservatório Paulista de Canto Orfeônico.

 

Foi professor de canto orfeônico na E E P S G  Francisco Gomes da Silva Prado e na Escola Agrícola Cônego José Bento, em Jacareí.

 

 Foi também foi diretor do Conservatório Musical de Jacareí, que passou a ter o seu nome: Conservatório Musical Verano Câmara, onde com dedicação ímpar transmitiu o conhecimento amplo que possuía,  tendo formado muitos músicos em nossa cidade.

 

 

Sua orquestra, da qual foi maestro durante vinte e cinco anos, surge em fins da década de trinta, tocando no Clube “Os Bambas”, que se localizava na Rua Antonio Afonso. Depois o Ponte Preta ficou com esta sede social e Verano e sua Orquestra continuaram ali animando os bailes.

 

Por volta de 1957, torna-se a Orquestra oficial do Trianon Club, até meados dos anos sessenta. Sua música abrilhantou a nossa cidade por mais de 35 anos e por ela passaram muitos músicos de prestígio, de Jacareí.

 

Em sua homenagem o, então prefeito, Benedito Sérgio Lencioni deu nome à Escola Municipal de 1° grau inaugurada no Jardim Pitoresco, que a partir de maio de 1979, passou a escola estadual, tendo, entretanto mantido o seu nome -  hoje, EEPG Verano Câmara.

 

Verano foi também vereador na quarta legislatura da Câmara Municipal de Jacareí, inaugurada em 1º de janeiro de 1948.

 

Faleceu no dia 21 de abril de 1965, tendo sido velado no Conservatório Musical  de Jacareí.

 

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JOANA JOSÉ BRANDÃO ARANHA

Cadeira Nº 18

 

Patrono
João Batista Denis Netto – “JOBANITO”

 

Jobanito como gostava de ser chamado, nasceu em Jacareí aos 15 dias do mês abril de 1917. Filho de José Eduardo Denis e Inocência Fontes Gaudêncio.

 Foi casado com dona Daziza, com quem teve sete filhos.

Exerceu a profissão de Jornalista por quase 60 anos e amava descrever tudo que passava ao seu redor. Não perdia a oportunidade de conversar com as pessoas, bom falante que era, mas também foi um bom ouvinte.

Formou-se em direito aos 65 anos e foi membro da sociedade dos veteranos de 1932.

 Colaborador de vários jornais da região recebeu muitas comendas e homenagens pelos seus feitos como escritor.

 Após sua morte foi dado seu nome à Biblioteca e Espaço Cultural do Parque Meia Lua, no dia em que completaria 82 anos.

 Também foi homenageado pelo Grêmio Estudantil da Escola Carlos Porto. Escreveu o livro de crônicas “Pelas Ruas da Cidade” e graças a ele, hoje sabemos muito mais sobre o passado da cidade de Jacareí, entre muitas outras coisas que a Rua Lamartine era a “Rua da Prainha”, que a Antonio Afonso um dia foi a “Rua Direita”, que a Corneteiro de Jesus foi a “Rua Nova” e que o imponente Jardim Leonídia, um dia foi o “brejo do esmaga sapo”.

Jobanito como um homem de destaque às vezes recebia críticas, mas jamais revidou qualquer ofensa feita a ele por críticos ou opositores. Dizia que não ia se rebaixar ao nível do agressor e tinha a satisfação de criar seus filhos nos padrões e ética que sempre defendia.

 Era admirado pela grande agilidade mental, desembaraço e lucidez de raciocínio. Quando perguntado qual o segredo da sua excelente memória aos 81 anos respondeu que tinha o hábito de decifrar enigmas e charadas, assim como fazer palavras cruzadas em português e francês.

            Jobanito merece todo nosso reconhecimento e respeito como cidadão e homem das letras, que conseguia transformar fatos corriqueiros em textos maravilhosos, usados até hoje como referências para pesquisas de época. Nunca demonstrou ódio ou mágoa em seus textos, sempre ressaltava o lado positivo das coisas e isso parece que foi o elixir para sua longevidade.

Por isso a Academia Jacarehyense de Letras deseja tê-lo como imortal e o está homenageando com a cadeira n° 18, a qual eu Joana José Brandão Aranha tenho a honra de ocupar a partir de hoje. 

 

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MARISA SOARES MIRAS

Cadeira Nº 22

 

Patrono
PROF. ALUÍZIO DO AMARAL CAMPOS

 

 O prof. Aluízio do Amaral Campos nasceu em Capivari no estado de São Paulo em 31 de março de1900.  Cresceu em Piracicaba onde se formou em odontologia.

 Sr. Aluízio teve a coragem de desistir da profissão e optou por uma outra não tão difundida na época: lecionar inglês. Autodidata, surpreendeu a todos pelo seu extraordinário conhecimento da língua inglesa.                                                .

                        Primo-irmão da artista Modernista Tarsila do Amaral, participou da Semana de Arte Moderna de 1922 como espectador. 

                        Há relatos que o Prof. Aluízio era parente distante do poeta neoparnasiano Amadeu Amaral, primeiro presidente da Academia Paulista de Letras e, depois acadêmico da Academia Brasileira de Letras.

                        Durante a Revolução de 1932, trabalhou no Vale do Paraíba.

                        Em 1943, o Prof. Aluízio prestou concurso para ser efetivo na cadeira de inglês. Aprovado decidiu residir em Jacareí. Foi diretor da escola Silva Prado

                        Veio a falecer no ano de 1984 aos 84 anos de idade. Foi um homem que teve a ousadia de seguir seus sonhos  e não se esconder deles . Seu lema: “Quem crê sempre vence”.


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SALETTE GRANATO

Cadeira Nº 10


Patrono

DR. ROBERTO DONIZETE DE SOUZA

 

BIOGRAFIA

Fonte: Câmara Municipal de Jacareí em 18/07/2008        

 

                   Roberto Donizete de Souza nasceu em 24 de maio de 1955, em Jacareí. Era filho de Manoel Roberto de Souza e Anizia Cardoso de Souza. Formou-se em Direito pela Faculdade de Direito do Vale do Paraíba no ano de 1980 e fez pós-graduação em Direito do Trabalho e em Direito Processual pela Universidade de Taubaté.

                        Em sua vida profissional trabalhou como auxiliar de escritório na Petrobrás de 1976 a 1978 e foi Auxiliar Judiciário no Tribunal Regional do Trabalho em São José dos Campos e Jacareí de 1978 a 1983. Lecionou Direito e Legislação no Colégio Antonio Afonso. Foi advogado do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, mecânicas e de Material Elétrico de São José dos Campos (1983 a 1987); do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Papel, Papelão e Cortiça de Jacareí (1984 a 1987); do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Artefatos de Borracha de Jacareí e São José dos Campos (1990 a 1991) e do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Energia Elétrica do Estado de São Paulo (1992 a 1996). Em 1989 assumiu a Secretaria Municipal de Administração e de 1997 a 2000 a Secretaria Municipal de Bem-Estar Social, na Prefeitura de Jacareí.

                        Também foi professor de Direito Civil na UNIVAP – Campus Villa Branca em Jacareí, em 2003, e de Direito na UNIP de São José dos Campos, desde 2001 e onde ainda lecionava até este ano, quando faleceu.

                        No período em que foi Secretário Municipal de Bem-Estar Social, dedicou-se exclusivamente ao cargo. Após sua saída da Administração Municipal, retomou o exercício da advocacia, atendendo em seu escritório na Praça Anchieta, nº 54, sala 207, onde trabalhou até o dia em que faleceu.

                        Durante toda a sua vida cultivou sua veia de poeta, escreveu vários poemas e artigos, que estão guardados com a família. Alguns destes foram publicados pelo Jornal Diário de Jacareí. O mesmo jornal, por várias vezes, também publicou textos onde Roberto escrevia sobre sua cidade natal, a qual ele tanto amava e queria sempre o melhor.

                        Embora estivesse fora da política, nunca deixou de lutar pelo que considerava certo. Nas últimas eleições saiu candidato a vereador pelo PTB.

                        Foi um homem que sempre cultivou amizades, homem de bem, de fé evangélica, a favor da família e dos bons costumes. Deixou um legado que certamente será levado em frente por seus familiares.

                        Roberto Donizete deixou a esposa Mariza Batalha de Souza e dois filhos: Letícia Batalha de Souza Nunes e Diego Batalha de Souza.
                                                              

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SANDRA HASMANN

Cadeira Nº 19


Patrono

HUGO DEL MONACO

 

Na década de 40, durante a guerra, o professor Hugo Del Mônaco lecionou em cursos de alfabetização como voluntário, para alunos japoneses. Se transitar entre aqueles que, teoricamente, representavam os inimigos de guerra, já era uma árdua tarefa, passível de grande senso de diplomacia e boa vontade, imaginem o grau da dificuldade se considerarmos que esses japoneses não falavam portugues?! Pois nosso abnegado e dedicado professor conseguiu, com amor e dedicação, alfabetizá-los em nosso idioma, sem falar uma palavra em japones!!! Segundo sua esposa, Sra. Lourdes Del Monaco, ele conseguiu tal proeza partindo da mímica, e só isso já faz dele um exemplo de verdadeiro Mestre. Mas vamos à sua brilhante Biografia:

 

HUGO DEL MONACO nasceu em Lorena aos 29 dias de abril de 1919, filho de Pascoal Del Monaco, italiano natural de Caserta, que veio para o Brasil com 17 anos, e Maria Joana Brancati Del Monaco, francesa vinda para o Brasil aos cinco anos, natural de Nerac.

 

De seus 11 irmãos, seis dedicaram-se ao Magistério e 2 tornaram-se Sacerdotes Salesianos, portanto, educadores também.

 

Cursou o primário no Grupo Escolar Conde Moreira Lima e o ginasial no Colégio São Joaquim, ambos em Lorena/SP.

 

Em 1938 passou a trabalhar como Assistente de internato no Colégio Salesiano Dom Bosco, hoje Instituto Salesiano Dom Henrique Mourão, em Lins/SP, onde concluiu o curso normal.

 

De 1939 a 1940 foi Substituto Efetivo no Grupo Escolar Gabriel Prestes, em Lorena. Ingressou no Magistério Estadual por concurso.

 

Em 1941 foi Professor efetivo da Escola Masculina do Bi do Barreiro, em Birigui/SP.

 

Em 1942 foi professor efetivo do Grupo Escolar três Barras em Cafelândia/SP.

 

De 1943 a 1944 foi Professor Efetivo do Grupo Escolar de Avanhandava/SP.

 

De 1945 a 1946 foi professor Efetivo do Grupo Escolar Humberto de Campos, na cidade de São Paulo e lecionou em curso particular de Admissão em Santo André/SP;

 

Lecionou nos Colégios D. Bosco e São Francisco de Assis em São Paulo.

 

Aprovado em concurso para Diretor, exerceu o cargo nos seguintes estabelecimentos:

 

1947 - Grupo Escolar de Nipoã, em Monte Aprazível/SP;

 

1948 - Grupo Escolar de Vila Roberto, em Pindorama/SP;

 

1949/1950 - Diretor/Auxiliar de Inspeção no Grupo Escolar de Coroados/SP;

 

1951 a 1977 - Diretor do Grupo Escolar João Feliciano, em Jacareí, onde exerceu também a função de Auxiliar de Inspeção e Inspetor Escolar. Aposentou-se em 1977 como Diretor após 38 anos no exercício do Magistério Estadual.

 

OUTROS:

 

Lecionou no Curso Popular Noturno, Vila Alpina, junto ao Grupo Escolar Humberto de Campos.

 

Lecionou em Cursos de Alfabetização como voluntário no período noturno em Coroados e no Grupo Escolar de Três Barras, Cafelândia, especialmente para alunos japoneses que não conheciam nosso idioma.

 

Em Avanhandava organizou curso de Admissão preparatório para os exames de admissão ao Ginásio.

 

Lecionou Geografia e Português durante quatro anos no Ginásio Antonio Afonso em Jacareí.

 

Foi Professor Municipal em Jacareí desde 1964, tendo lecionado em período noturno no Grupo Escolar Cel. Carlos Porto, Grupo Escolar Lamartine Delamare e Grupo Escolar João Feliciano.

 

Prestou serviços junto ao Museu de Antropologia do Vale do Paraíba durante dois anos e a partir de 1982 junto à Secretaria de educação e Cultura de Jacareí.

 

Em Nipoã, Corvados e Jacareí foi Presidente de Seção em Eleições Municipais;

 

A partir de 1951 foi por muitos anos componente do Corpo de Jurados (Júri Popular) em Jacareí;

 

Tesoureiro da Legião Brasileira de Assistência por dois anos;

 

Membro do Serviço de Colocação Familiar junto ao Fórum, por alguns anos.

 

De janeiro a junho de 1981 trabalhou como autônomo na Associação Fraterno Cristão Cônego José Bento, em Jacareí;

 

Faleceu em 5 de julho de 2010, às 14h50.

 

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